As crianças estão cada vez mais cedo mantendo contato com os teclados, que ganham espaço diariamente em suas vidas. Muitas ainda nem foram alfabetizadas, mas já sabem brincar com o computador, celular ou iPads. Mas nem sempre este tipo de contato é tão vantajoso, principalmente quando as crianças ainda não sabem ler e escrever.
Os cientistas estudaram as diferenças de aprendizado entre crianças que escrevem à mão e as que digitam, e demonstraram que o primeiro é melhor, pois envolve muito mais sentidos do que o digitar, e isto facilita o aprendizado.
Quando lemos as letras digitadas e quando reconhecemos as letras que foram escritas à mão, as partes de nosso cérebro que são ativadas são diferentes nos dois casos. ”Ao escrever, os movimentos envolvidos deixam uma memória na parte sensorial e motora do cérebro, que ajuda a reconhecer as letras e cria uma conexão entre leitura e escrita”, explica Anne Mangen, professora do Centro de Leitura da Universidade.
Tanto a escola quanto os pais devem incentivar e ajudar no estímulo de todas as áreas do cérebro da criança, principalmente durante a alfabetização. A psicomotricista Raquel Caruso diz que a criança “precisa aprender a segurar o lápis, a desenhar a letra que não está pronta, a ter o domínio do traço. Antes de escrever, ela vai passar o dedinho nas letras em texturas diferentes para perceber sinestesicamente a diferença entre elas, até os menor detalhe entre P e o R, por exemplo”.
O fato de aprender a escrever e reconhecer as letras que foram escritas com sua própria mão é muito diferente do que simplesmente apertar o botão do teclado, que já está pronto, somente esperando que alguém o utilize.
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